Definição
Do que trata esta área técnica?
As entidades e os organismos da Administração Pública que queiram iniciar o processo de transformação digital devem conhecer muito bem o seu ecossistema (recursos, procedimentos e tecnologias de informação e de comunicação) e estar preparados para adaptações constantes geradas pela evolução dos seus modelos de negócio.
A arquitetura empresarial permite responder a essas necessidades, pois proporciona o alinhamento entre negócio e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), ao mapear aplicações, tecnologias e dados para os fluxos de valor e funções de negócios que suportam. Define as capacidades e interdependências de negócio conforme se relacionam com a estratégia da entidade ou organismo, preenchendo a lacuna entre a ideação e a implementação.
Uma estrutura de arquitetura empresarial eficaz produz um plano gráfico de modelos operacionais, identifica riscos e oportunidades, e permite a criação de planos evolutivos da tecnologia.
Benefícios
Por que é importante?
- Torna a arquitetura tecnológica do Estado mais articulada e transversal
- Aumenta o reaproveitamento de recursos físicos e humanos
- Traduz-se em projetos mais ágeis e com um time-to-market mais interessante
- Reutiliza de forma escalável soluções tecnológicas
- Potencia a partilha de aprendizagens em várias equipas e contextos
Princípios de arquitetura
O que é necessário fazer?
Os princípios de arquitetura são um conjunto de regras que servem como guias no desenvolvimento da arquitetura e na sua contínua evolução. Os princípios provêm dos objetivos do negócio e das linhas orientadoras na definição da arquitetura; e são usados como alicerce para as tomadas de decisão no desenvolvimento e na implementação da arquitetura.
Segundo a comunidade The Open Group, demasiados princípios podem reduzir a flexibilidade da arquitetura que se queira definir. Nesse sentido, apresentamos os 14 princípios macro da arquitetura sugeridos por este grupo, distribuídos por quatro grupos temáticos.
Relacionado com o negócio
A descrição da estrutura e da interação entre as estratégias das unidades de negócio da organização e as suas funções, além da informação necessária nos processos de negócio.
Relacionado com a informação
A estrutura de informação dos dados lógicos e físicos de uma organização e os seus recursos de gestão de informação.
Relacionado com a aplicação
A descrição da estrutura e da interação das aplicações enquanto grupos de capacidades que fornecem/suportam as principais funções de negócio e gerem os ativos de dados.
Relacionado com a tecnologia
Uma descrição da estrutura e da interação da plataforma de serviços e componentes tecnológicos físicos e lógicos.
Legislação e regulamentos
O que é obrigatório cumprir?
Decreto-Lei n.º 73/2014, de 13 de maio
RCM n.º 2/2018
Regulamento (UE) 1025/2012
Regulamento (UE) 2018/1724
Plataformas comuns
Que soluções existem?
A criação de eficiências na gestão dos serviços públicos digitais que o Estado coloca à disposição das pessoas tem tudo a ver com a escalabilidade e a reutilização de soluções. Com esta meta como objetivo último, as plataformas comuns são todas as plataformas criadas pela Administração Pública que podem e devem ser utilizadas por todas as entidades públicas para a implementação de determinado tipo de funcionalidades nos serviços públicos digitais que têm por missão construir e evoluir.
Arquitetura de Referência
Como implementar?
As arquiteturas de referência são padronizadas, e fornecem um quadro de referência para um dado domínio, setor ou área de interesse. Os modelos ou arquiteturas de referência fornecem um vocabulário comum, modelos reutilizáveis, e práticas recomendadas do setor. São diferentes das arquiteturas de solução, dado que não são implementadas de forma direta. Em vez disso, devem ser usadas como um guia para a criação de arquiteturas mais concretas. Por norma uma arquitetura de referência inclui princípios, blocos de construção e padrões comuns de arquitetura.
A arquitetura de referência para a nova geração de serviços públicos digitais é definida como uma arquitetura genérica que fornece orientações e opções para a tomada de decisões no desenvolvimento de arquiteturas mais específicas e na implementação de soluções concretas.
Formação
Onde posso aprender mais sobre Arquitetura Empresarial?
O Instituto Nacional de Administração (INA) disponibiliza um leque de ações de formação para as entidades da Administração Pública. Na área da Arquitetura Empresarial está disponível o curso:
Descrição da formação
A Arquitetura Empresarial (AE) é uma ferramenta essencial para gerir a complexidade tecnológica e acelerar a transformação digital na Administração Pública.
Este curso dá-lhe uma visão prática e estratégica da AE, alinhada com os Princípios de Arquitetura Empresarial para a Administração Pública e com as metas da transformação digital.
O que vai aprender
- Compreender os conceitos fundamentais de Arquitetura Empresarial
- Integrar a Arquitetura Empresarial na gestão da mudança e na transformação digital
- Identificar oportunidades para aplicar a Arquitetura Empresarial nos serviços públicos
- Definir e implementar uma estratégia de Arquitetura Empresarial
Resultados de aprendizagem
- Maior capacidade de planear e gerir sistemas de TIC complexos
- Serviços públicos mais eficientes, integrados e digitais
- Apoio direto às metas de modernização da Administração Pública