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Definição

Do que trata esta Área Técnica?

Territórios inteligentes são áreas geográficas que utilizam Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para melhorar a qualidade de vida das pessoas, a eficiência dos serviços públicos e a sustentabilidade ambiental.

A Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes (ENTI) visa transformar dados em ação, ao facilitar a vida das pessoas e das empresas através de dados, numa gestão eficiente e sustentável do território, com base na inovação e na transparência.

Através da ENTI, a comunidade pode ter acesso a tecnologia avançada e ferramentas digitais que ajudam a tomar decisões mais informadas e eficientes. Este projeto aprovado pelo Governo de Portugal tem como objetivo tornar o país uma nação digital e inteligente, com uma rede de territórios conectados que promovam o desenvolvimento económico, inclusivo e sustentável e, ao mesmo tempo, proporcionem serviços interoperáveis centrados no indivíduo e nas empresas, enquanto contribuem para uma tomada de decisão mais fundamentada e uma gestão inteligente dos recursos essenciais.

Benefícios

Por que é importante?

A ENTI visa transformar dados em ação, e facilitar a vida das pessoas e das empresas através de dados, numa gestão eficiente e sustentável do território, com base na inovação e na transparência. Entre outros benefícios da ENTI, destacam-se: 

  • Gestão mais eficiente dos territórios: facilita o acesso a informação de diferentes fontes, tanto públicas como privadas, o que permite uma gestão mais integrada e eficaz
  • Decisões mais adequadas às necessidades: permite testar o impacto de medidas antes de serem implementadas, o que ajuda a tomar decisões mais acertadas para a vida das pessoas
  • Capacitação e literacia digital: promove a formação tanto de responsáveis políticos como de indivíduos, o que permite a participação ativa de todos na criação de territórios mais inteligentes
  • Inovação: estimula a inovação e o empreendedorismo, ao incentivar a criação de novos serviços e soluções com base em dados abertos
  • Segurança e proteção: melhora a capacidade de resposta em situações de emergência, através de sistemas integrados de monitorização
  • Economia circular: contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos, ao promover práticas sustentáveis e fortalecer a economia circular

Arquitetura de Referência

Como implementar a Arquitetura de Referência para Plataformas de Gestão Urbana?

As Plataformas de Gestão Urbana (PGU) são sistemas que permitem às autarquias gerir, de forma integrada, áreas como a mobilidade, a iluminação pública, a gestão de resíduos e outros serviços urbanos. Estas plataformas ajudam a melhorar a qualidade dos serviços públicos e a reduzir os custos operacionais. O documento “Arquitetura de referência para plataformas de gestão urbana (ARPGU)” tem como objetivo definir uma arquitetura de referência que sirva como base comum para fornecer os elementos-chave que orientem a implementação das PGU, o que assegura a partilha e a construção estruturada de serviços, enquanto promove a criação de uma inteligência coletiva ao nível dos territórios nacionais em alinhamento com os padrões europeus e o referencial português.

Especificações técnicas

Quais as especificações técnicas para integrar sistemas?

A disseminação de PGU é uma das iniciativas no âmbito da ENTI. O objetivo é promover a criação, a partilha e a utilização de dados para apoiar a tomada de decisões, o que torna o país mais eficiente, sustentável, informado e capaz de responder às necessidades das pessoas. Para alcançar este objetivo, é essencial garantir a interoperabilidade entre as diversas plataformas e os sistemas (incluindo o SDTI - Sistema de Dados dos Territórios Inteligentes da ARTE - Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, I.P.) com vista a proporcionar uma visão global do país.

Neste contexto, o documento, Especificações Técnicas para Integração de Sistemas, estabelece os requisitos técnicos que os sistemas devem cumprir para uma adequada integração entre as partes.

Cláusulas técnicas

Quais as cláusulas técnicas-tipo para a aquisição de Plataformas de Gestão Urbana, Plataformas Verticais e Sensores?

A ENTI estabelece um conjunto de orientações com base na arquitetura de referência de forma a conseguir, entre outros aspetos, a interoperabilidade entre plataformas e sistemas existentes e a desenvolver. Tal é feito ao promover o uso de tecnologias, especificações, normas e modelos de dados abertos.

Para alcançar estes objetivos, é essencial garantir a interoperabilidade entre as diversas PGU nas comunidades intermunicipais, nas áreas metropolitanas, nas regiões autónomas e nos municípios e os sistemas da ARTE. Com vista a atingir este objetivo, pretende-se reduzir custos de interligação de sistemas, melhorar a qualidade dos dados existentes, bem como potenciar o uso dos dados para alcançar uma Administração Pública (AP) mais ágil.

O documento cláusulas técnicas define um conjunto de requisitos-tipo que podem ser incluídos nos cadernos de encargos para aquisição de PGU, plataformas verticais e sensores. Estas cláusulas devem ser entendidas como orientadoras e devem resultar de uma contextualização adequada para os requisitos técnicos, funcionais e não funcionais, das plataformas a adquirir.

Catálogo Nacional de Modelos de Dados

Qual a importância dos dados?

O Catálogo Nacional de Modelos de Dados (CNMD) facilita a harmonização e a interoperabilidade de dados na AP local e central, ao promover a eficiência na reutilização dos dados da AP. Para cumprir este objetivo, a consulta e a aplicação deste catálogo é relevante, por forma a operacionalizar todas as iniciativas no âmbito da ENTI.

Planos de Ação Local e Regional

Como obter financiamento para aquisição ou evolução de Plataformas de Gestão Urbana?

No âmbito da ENTI, o desenvolvimento de Planos de Ação Local (PAL) é condição para que os municípios ou entidades intermunicipais possam beneficiar de financiamento para aquisição ou evolução de PGU, plataformas verticais ou sensores.

No sentido de apoiar a AP local na elaboração dos seus planos, é disponibilizada a Framework para Planos de Ação Local e Regional de Territórios Inteligentes. Este documento é um guia detalhado com foco na adaptação das recomendações da ENTI.

São disponibilizados, também, templates específicos para o desenvolvimento de Planos de Ação Local Descarregar documento (obrigatório) e Planos de Ação Regional Descarregar documento (facultativo), que podem ser elaborados no contexto das ações de Capacitação em Territórios Inteligentes.

Legislação e regulamentos

O que é obrigatório cumprir?

Recursos

Que recursos existem?

Saiba quais as ferramentas e os recursos que podem ajudar no exercício da sua atividade profissional, no âmbito dos Territórios Inteligentes, desde a Arquitetura de Referência até aos Planos de Ação Local e Regional.

Melhore a sua atuação e contribua para um território mais sustentável e centrado nas necessidades das comunidades.

Formação

Onde posso aprender mais sobre Territórios Inteligentes?

A Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes (ENTI) disponibiliza duas ações de formação que desenvolvem competências em gestão, planeamento e melhoria do território. Estes cursos ajudam a aplicar tecnologias digitais, criar planos de ação e promover comunidades mais eficientes, sustentáveis e centradas nas pessoas.

Estas ações de formação destinam-se sobretudo a pessoas que trabalham em entidades públicas, autarquias, organizações locais e áreas relacionadas com planeamento urbano, desenvolvimento regional e inovação territorial.

NAU para a Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes

Entidade formadora: NAU – Ensino e Formação Online para Grandes Audiências
Formato: online, gratuito e flexível
Certificação: digital, mediante avaliação final

Estrutura:

  • Parte I – Cidades e Territórios Inteligentes e Sustentáveis
  • Parte II – Transformação Digital Inteligente
  • Parte III – Domínios da ENTI

Formação destinada a indivíduos:

  • Duração: 2 horas (esforço 2 horas)
  • Inscrição e mais informação aqui.

Formação destinada a autoridades locais:

  • Duração: 2 horas (esforço 8 horas)
  • Inscrição e mais informação aqui.


INA – Programa de Formação em Territórios Inteligentes

Entidade formadora: INA - Instituto Nacional de Administração
Formato: presencial ou online (consoante o módulo)
Certificação: modular, com certificação autónoma por módulo

Estrutura: o programa é composto por 4 módulos, com certificação autónoma, que integram 4 percursos formativos distintos:

  • Módulo 1 – Liderança e Inovação em Territórios Inteligentes
  • Módulo 2 – Inovação e Dados em Territórios Inteligentes
  • Módulo 3 – Plano de Ação Local
  • Módulo 4 – Analítica Aplicada aos Territórios Inteligentes

Inscrição e mais informação aqui.

Release 23.0 - 12/12/2025

Melhoria

Oferta formativa

Atualização da oferta formativa na área técnica de Territórios Inteligentes.