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3. Certifique-se de que o serviço pode ser utilizado por todos

Princípio
Atualização28.05.2026

Definição

O que quer dizer este princípio?

A acessibilidade garante que todos os utilizadores, com ou sem necessidades especiais, têm acesso integral aos serviços da Administração Pública (AP).

Os utilizadores com necessidades especiais podem ter requisitos específicos que devem ser assegurados na criação e evolução dos serviços públicos digitais.

O termo acessibilidade refere-se aos princípios e técnicas a aplicar na conceção, construção, manutenção e atualização dos serviços públicos digitais, para que os conteúdos sejam acessíveis a todos os utilizadores.

Benefícios

Por que é importante?

  • Garante o cumprimento das obrigações e exigências legais de acessibilidade, a nível português e europeu
  • Promove a inclusão de todas as pessoas, quaisquer que sejam as suas características ou condições
  • Evita deslocações ou pesquisas desnecessárias e torna os serviços acessíveis, tanto quanto possível, na mesma página, portal ou ferramenta digital
  • Previne a criação de processos paralelos (incluindo alguns não digitais) para responder às necessidades de acessibilidade
  • Melhora o funcionamento global dos serviços digitais da AP

Legislação e regulamentos

O que é obrigatório cumprir?

Boas práticas

O que é interessante fazer?

Cumprir os requisitos de acessibilidade

Garantir o cumprimento dos critérios de conformidade da WCAG 2.1 (Web Content Accessibility Guidelines).

Utilizar ferramentas automáticas de validação para avaliar a acessibilidade.

Cumprir os requisitos do selo de ouro

Assegurar o cumprimento dos requisitos do Selo de Ouro de Usabilidade e Acessibilidade ao aplicar as melhores práticas em sítios web e aplicações móveis.

Pesquisar tipologias de necessidades especiais

Identificar de forma antecipada as tipologias de necessidades especiais que possam surgir.

Definir perfis de utilização e criar diferentes cenários e experiências para o serviço público digital.

Desenhar as jornadas do utilizador

Desenhar as jornadas do utilizador, tendo em conta as diferentes necessidades de acessibilidade.

Realizar testes com diferentes perfis

Incluir pelo menos seis perfis de utilizadores nos testes do serviço público digital, sendo dois com necessidades especiais.

Os testes devem decorrer no ambiente habitual de trabalho ou consulta dos participantes, com as tecnologias de apoio e configurações que utilizam por norma.

Utilizar ferramentas de assistência

Incorpore, desde o início do desenvolvimento, as ferramentas de assistência mais comuns, como:

  • Ampliadores de ecrã ou texto
  • Leitores de ecrã ou OCR
  • Ferramentas de reconhecimento inteligente
  • Verificadores de contraste

Mostrar o nível de acessibilidade do serviço público digital

Criar uma nota introdutória que descreva o nível de acessibilidade do serviço público digital e identifique eventuais lacunas para que o cidadão tenha esta informação de forma transparente.

Utilizar ferramentas de tradução automática

Recomenda-se a utilização de ferramentas de tradução automática, com preferência às ferramentas disponibilizadas pela Comissão Europeia, para traduzir os serviços públicos digitais.

Estas ferramentas:

  • Garantem a segurança e confidencialidade dos conteúdos traduzidos, ao manter os direitos de propriedade intelectual do proprietário original
  • Estão otimizadas para a tradução de textos de maior rigor, como as legislação ou os procedimentos administrativos público
  • Podem ser utilizadas por qualquer funcionário público da União Europeia
  • traduzem de forma rápida todas as línguas oficiais da União Europeia (UE) e também Árabe, Chinês, Islandês, Japonês, Norueguês, Russo, Turco e Ucraniano
  • São compatíveis com uma grande variedade de formatos (.doc, .pdf, entre outros)
  • Estão em constante evolução